segunda-feira, 28 de outubro de 2013

COMO TRABALHAR A POESIA EM SALA DE AULA

por: Colunista Portal - Educação
    

Luciana Cláudia de Castro Olímpio é graduada em Letras.


“A poesia sensibiliza qualquer ser humano. É a fala da alma, do sentimento. E precisa ser cultivada.” Afonso Romano de Sant’Anna

Mesmo sabendo da importância da poesia na vida dos seres humanos como mostra acima Afonso Romano, muitas escolas esqueceram-na, principalmente nas séries iniciais, dando mais espaços, entre aspas, para coisas mais importantes e mais sérias, como também para textos em prosa, privando os alunos dessa “experiência inigualável”, conforme caracteriza Maria Helena Zancan Frantz (1998, p. 80)

Neste artigo, enfatiza-se a necessidade de educadores, principalmente nas séries inicias, pois o aluno só cria hábito se for iniciada desde muito cedo, trabalharem com poesia na sala de aula ou fora dela.

O objetivo não é transformar os discentes em grandes escritores de poemas, até porque se precisa ter dom para esta arte, mas sim transformá-los em leitores aptos a interpretar e compreender o que o poeta quis transmitir em meio aos versos, além de propor que os educandos não percam a poesia que nasce neles desde quando as mães cantavam cantigas de ninar para que dormissem e depois quando brincavam de cantigas de roda, adivinhas, trava línguas etc.

Com esse objetivo, proponho alternativas de trabalhos com poesia e didáticas para implantação tanto no Ensino Fundamental como para o Ensino Médio baseadas nas idéias dos escritores relacionados no parágrafo abaixo.

Vários autores vêm pesquisando as questões da leitura e de trabalhos de poesias em sala de aula como Pinheiro (2002), Micheletti (2001), Frantz (1997), Cunha (1986) e investigam as dificuldades que os alunos possuem de interpretar estes textos, não só pela falta do conhecimento prévio, mas também pelo pouco contato que eles têm com a poesia.

Metodologia
Atualmente, a prática da leitura de poesia está um pouco esquecida nas escolas. Isso ocorre devido ao pouco contato, desde os primórdios de sua formação, dos educadores de Língua Materna.

“Está claro que a personalidade do professor e particularmente, seus hábitos de leitura são importantíssimos para desenvolver os interesses e hábitos de leitura nas crianças, sua própria educação também contribui de forma essencial para a influência que ele exerce.” (Banberger, 1986)

Sem trair o escritor estudado, posso afirmar que se o professor não tiver um hábito de ler poemas e não se sensibilizar ao ler uma poesia, dificilmente conseguirá despertar esse interesse em seus alunos como afirma Cunha (1986, p. 95):

“... se o professor não se sensibilizar com o poema, dificilmente conseguirá emocionar seus alunos.”

Sabidos de que a poesia é um dos gêneros literários mais distantes da sala de aula, é preciso descobrir formas de familiarizar e de aproximar as crianças e os jovens da poesia. E essa forma de familiarização e aproximação deve ser feita com parcimônia e através de um planejamento para evitar as várias afirmações de que os poemas são de difíceis interpretações e entendimento.

Pinheiro (2002, p.23) afirma que “... a leitura do texto poético tem peculiaridades e carece, portanto, de mais cuidados do que o texto me prosa.”

Assim a poesia não é de difícil interpretação, apenas necessita de mais cuidado e atenção para que ocorra um entendimento da mesma. A aprendizagem da interpretação da poesia compreende o desenvolvimento de coordenar conhecimentos dos vários sentidos que um texto poético proporciona.

Uma forma para melhorar a aprendizagem é a aproximação constante da poesia, como também a utilização do conhecimento prévio. O conhecimento prévio engloba o conhecimento lingüístico, que abrange desde o conhecimento sobre pronunciar o português, passando pelo conhecimento de vocabulário e regras da língua, chegando até o conhecimento sobre o uso da língua. O conhecimento do texto, que se refere às noções e conceitos sobre o texto, e, por último, o conhecimento de mundo, que é adquirido informalmente através das experiências, do convívio numa sociedade, cuja ativação, no momento oportuno, é também essencial à compreensão de um poema.

Se estes conhecimentos não forem respeitados, o entendimento e a compreensão do poema podem ficar prejudicados, e assim, como foi dito anteriormente, de difícil interpretação.

Como exemplo do que foi exposto no parágrafo anterior, coloco excerto do poema “Balada do amor através das idades”, de Carlos Drummond de Andrade (Cinco Estrelas, 2001, p. 26).

“Eu te gosto, você me gosta
desde tempos imemoriais.
Eu era grego, você troiana
Troiana mas não Helena.
Saí do cavalo de pau
Para matar seu irmão.
Matei, brigamos, morremos.

(...)

Mas depois de mil peripécias,
Eu, herói da Paramount,
Te abraço, beijo e casamos.

A compreensão do poema acima pode ficar comprometida se o leitor não tiver um dos conhecimentos acima citado. A poesia de Drummond exige do discente um bom conhecimento de mundo e da história para que ele entenda a poesia, pois nela é citado, de certa forma, a Guerra de Tróia, os costumes romanos como também expõe o nome de um dos mais poderosos estúdios de Hollywood, dando referência aos finais felizes dos filmes.

Para amenizar os problemas do distanciamento, de interpretação e de compreensão poética, é necessário que o professor compreenda que o ato de interpretar um poesia não pode ficar restrito a sua forma de apresentação sobre uma página, ou seja, como ocorre a disposição das palavras, dos versos, das rimas e das estrofes, e nem somente pelos questionamentos apresentados nas atividades de interpretação propostas pelos livros didáticos, pois as perguntas são impressionistas. Assim afirma Micheletti (2001, p. 22):

“Freqüentemente a interpretação textual dadas nos livros e materiais afins tem um caráter ‘impressionista’, ou seja, o autor das questões propostas ou dos comentários, registram as suas intuições, as suas impressões sobre o texto.”

É necessário ressaltar que o professor deve partir de uma leitura poética do mundo, fazendo da poesia motivo de apreciação lúdica e de motivação para a produção de intertextualidade ( relação existente entre textos diversos, da mesma natureza ou de naturezas diferentes e entre o texto e contexto) e de muitas outras formas de criar com seriedade, mas brincando com palavras.

Segundo Elias José (2003, p. 11) , “vivemos rodeados de poesia”, ou seja, poesia é tudo que nos cerca e que nos emociona quando tocamos, ouvimos ou provamos, poesia é a nossa inspiração para viver a vida.

Conforme Elias José (2003, p. 101), “ser poeta é um dom que exige talento especial. Brincar de poesia é uma possibilidade aberta a todos.”. Então, se todos podemos brincar de poesia, por que não trabalharmos a poesia de forma lúdica? Assim proponho atividades que oportunizem momentos lúdicos aos alunos, tendo em vista exercícios de imaginação, de fantasia e de criatividade e ao mesmo tempo mostrar a vida de uma forma mais poética, com maior liberdade para construir seu conhecimento.

Todas as estratégias capazes de aguçar a sensibilidade da criança e do adolescente para a poesia são válidas. É interessante para isso, que a poesia seja freqüentemente trabalhada para que ocorra um interesse por ela.

Um dos processos para o educador iniciar este trabalho, é ele fazer uma sondagem para descobrir os temas de maior interesse dos alunos, proporcionando uma maior participação. Este levantamento pode ser de forma direta, através de pequenas fichas ou ouvindo e anotando as temáticas preferidas dos alunos. Outro método é descobrir os filmes, os programas de rádios e de televisão que mais gostam. Isso é necessário para o professor saber que tipo de poesia pode levar para a sala de aula. Vale ressaltar que cada sala tem um gosto diferente. No entanto não se pode prender-se somente aos temas escolhidos pelos discentes. A variedade e a novidade também são métodos eficazes para a aprendizagem.

Faz-se necessário, antes de iniciar as atividades poéticas, preparar um ambiente adequado, principalmente nas séries iniciais, para que os alunos sintam-se a vontade para recitar e interpretar os textos poéticos. Além de uma biblioteca agradável, ventilada, espaçosa e com um acervo bem variado para que os estudantes possam escolher livremente na prateleira o livro que quiser.

Trabalhar com poesia em pares é muito interessante. Este trabalho é realizado de duas maneiras: primeiro, através da leitura da poesia, depois são propostas as atividades interpretativas, nada de questões objetivas, já que cada pessoa interpreta um texto de forma diferente, mas de maneira coerente.As duplas conversam sobre o texto, analisam as possibilidades possíveis e escrevem o que foi apreendido.

É através das diferenças individuais que a troca de experiências vai sendo edificada, como também a partir da reflexão e da construção social do conhecimento sustentada pela interação dos indivíduos envolvidos. Essa interação entre os sujeitos é fundamental para o desenvolvimento pessoal e social, pois ela busca transformar a realidade de cada sujeito, mediante um sistema de trocas.

É proveitoso ressaltar também que construir um cantinho para fixar vários tipos de poesia é um método eficaz para o incentivo da leitura e interpretação poética, pois quanto mais se lê, mais se aprende e cria o hábito da leitura não só de poesia como de outros tipos de textos. Pinheiro (2002, p. 26) afirma que:

“Improvisar um mural, onde os alunos, durante uma semana, um mês, ou o ano todo colocam os versos de que mais gostam (...) de qualquer época ou autor, são procedimentos que vão criando um ambiente (...) em que o prazer de lê-la passa a tomar forma.”

Não satisfeita ainda com as metodologias apresentadas, proponho mais alguns métodos que são incentivadores para a prática da leitura de poesia, como o momento poético, a poesia e as datas comemorativas e a apresentação da poesia em forma de dança, desenho ou interpretação teatral.

O primeiro, momento poético, é um artifício aplicado em sala de aula, em que os estudantes, dispostos de forma bem a vontade, sentados no chão ou em almofadões, se a escola possuir, uma música suave ao fundo, recitam poesias de preferência pessoal, ligadas, de preferência ao momento literário estudado, buscando, junto aos colegas, descobrir a mensagem transmitida pelo autor da poesia. O segundo, a poesia e as datas comemorativas, apesar de ser bastante criticada, também é uma forma proveitosa de aprender a gostar e interpretar a poesia. Como é o caso do dia 07 de Setembro em que os brasileiros mostram seu patriotismo comemorando a independência do Brasil. O mestre pode trabalhar a poesia de Gonçalves Dias, “Canção do Exílio” , fazendo primeiramente uma leitura crítica, levando os discentes a observar a poesia e fazer um paralelo da época em que a canção foi feita e se a terra natal (Brasil) hoje é tão perfeita como apresenta Gonçalves Dias em sua poesia.

Trabalhar a poesia ligada as datas comemorativas só se torna enfadonho, pouco proveitoso, sem criatividade e método empobrecido, quando a poesia só é lembrada nestas datas.

O último método citado neste artigo, é a apresentação da poesia em forma de dança, desenho ou interpretação teatral. Um exemplo do primeiro, a dança pode ser representada pela poesia “A Bailarina”, de Cecília Meireles, em que as crianças ou adolescentes podem formar um grupo de dança, todas vestidas de bailarina, para interpretar corporalmente a poesia abaixo que deve ser recitada por um outro estudante. Não é obrigatório o professor trabalhar com esta poesia, ela pode ser substituída por outra, tudo depende do docente ou dos alunos.

“Esta menina
tão pequenina
quer ser bailarina.

Não conhece nem dó nem ré
Mas sabe ficar na ponta do pé.

Não conhece nem mi nem fá
Mas inclina o corpo para cá e para lá.

Não conhece nem lá nem si
Mas fecha os olhos e sorrir.

Roda, roda, roda com os bracinhos no ar
E nem fica tonta nem sai do lugar.

Põe no cabelo uma estrela e um véu
E diz que caiu do céu.

Esta menina
tão pequenina
quer ser bailarina.

Mas depois esquece todas as danças,
E também quer dormir como as outras crianças."

No caso do desenho, ótimo método para se trabalhar tanto nas aulas de Língua Portuguesa como nas de Artes. Os alunos em grupo tentam interpretar a poesia lida através do desenho, para depois apresentar aos colegas de sala para também ser analisada por eles. Depois os desenhos podem ser colocados ao lado da poesia referente a cada um e exposto em um mural em toda a escola ou só na sala de aula.

O “Soneto”, de Álvares de Azevedo, pode ser um exemplo para ser apresentado em forma de teatro lido. O narrador representa o eu lírico, lendo a poesia enquanto uma aluna representa a mulher recitada nos versos.

“ Pálida, à luz da lâmpada sombria,
Sobre o leito de flores reclinada,
Como a lua por noite embalsamada,
Entre as nuvens do amor ela dormia!

Era a virgem do mar! Na escuma fria.
Pela maré das águas embaladas,
Era um anjo entre nuvens d’alvorada
Que em sonhos se balançava e se esquecia!

Era mais bela! O seio palpitando...
Negros olhos as pálpebras abrindo...
Formas nuas no leito resvalando...

Não te rias de mim, meu anjo lindo!
Por ti - as noites eu velei chorando;
Por ti – nos sonhos morrerei sorrindo!”

Estas aulas anteriormente citadas são bem lúdicas. Os alunos aprendem em grupo, de forma bem participativa, a interpretar e compreender as poesias tendo contato com as idéias dos amigos de sala.

As poesias também podem ser trabalhadas como ajuda para produções de textos, como é o caso das poesias de Manuel Bandeira, grande escritor do Modernismo brasileiro, “O Bicho” ( retrata a desigualdade social), “O Poema tirado de uma notícia de jornal (incentiva a produção de uma narração relatando o cotidiano humilde das pessoas desprestigiadas socialmente) e para finalizar, tem-se “Irene Preta” (retrata o preconceito racial).

Este trabalho exige que o aluno descubra qual o tema apresentado na poesia, para depois escrever, de acordo com o gênero exigido, o texto.

A poesia pode ser trabalhada não só nas aulas de Língua Portuguesa, mas também nas aulas de História, Geografia e outras como é o caso da poesia “A Rosa de Hiroxima”, de Vinícius de Moraes, que retrata o triste acontecimento da explosão da bomba atômica em Hiroxima.

“Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas oh não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroxima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor, sem perfume
Sem rosa sem nada"

Esta poesia, como foi dito acima, pode ser trabalhada numa aula de história, que o professor, através dos versos, pode explicar todo o conteúdo desse aterrorizante acontecimento. Pode explicar, por exemplo, por que o poema se chama A Rosa de Hiroxima, como também explicar que os escritores modernistas transplantavam o momento vivido para as poesias, como é o caso de Vinícius.

Conclusão
Os professores devem trabalhar poesias e textos poéticos com seus alunos pois estes vêm sendo indicados como um dos meios mais eficazes para o desenvolvimento das habilidades de percepção sensorial da criança e do adolescente, do senso estético e de suas competências leitoras e, conseqüentemente, simbólicas.

A interação com a poesia é uma das responsáveis pelo desenvolvimento pleno da capacidade lingüística da criança e do adolescente, através do acesso e da familiaridade com a linguagem conotativa, e refinamento da sensibilidade para a compreensão de si própria e do mundo, o que faz deste tipo de linguagem uma ponte imprescindível entre o indivíduo e a vida.

Referências Bibliográficas
AMARAL, Emília; ANTÔNIO, Severino; FERREIRA, Mauro; LEITE, Ricardo. Novas Palavras: Literatura Gramática, Redação e Leitura. São Paulo: FTD, 1997 – Coleção Novas Palavras, V.2, p. 60.
CUNHA, Maria Antonieta Antunes. Literatura Infantil: Teoria & Prática. 5ª ed. São Paulo: Ática, 1986.
FRANTZ, Maria Helena Zancan. O Ensino da Literatura nas séries iniciais. 2ª ed. Ijuí: Unijuí, 1997.
JOSÉ, Elias. A poesia pede passagem: um guia para levar a poesia às escolas. São Paulo: Paulus, 2003.
In: MACHADO, Ana Maria. Cinco estrelas. Literatura em minha casa. V.1. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.
In: MICHELETTI, Guaraciaba (Coord.) Leitura e Construção do real: o lugar da poesia e da ficção. 2ª ed. São Paulo: Cortez, 2001. (coleção aprender e ensinar com textos, v. 4)
In: PINHEIRO, Helder; BANBERGER, Richard. Poesia na sala de aula. 2ª ed., João Pessoa: Idéia, 2002.

Este artigo foi orientado pelo professor Vicente Martins, da Universidade Estadual Vale do Acaraú(UVA), em Sobral, Ceará.


Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO - Cursos Online : Mais de 1000 cursos online com certificado 
http://www.portaleducacao.com.br/pedagogia/artigos/3985/como-trabalhar-a-poesia-em-sala-de-aula#ixzz2j3j7Mwkb

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

UM DIA NO OCEANO

Um dia eu e meu amigo Gabriel estávamos em um submarino quando vimos três serpentes, dois tubarões, cinco peixinhos e um mergulhador.
Paramos o submarino e vimos as cobras atacar o mergulhador, mas ele conseguiu escapar, entrou no nosso submarino e pediu ajuda, rapidinho empurramos ele para fora do submarino porque na verdade ele era um vilão.  Os tubarões comeram ele, ficamos com dó do mergulhador, mas não podíamos ajudar ele.
Mas continuamos nossa jornada e os tubarões atacaram os peixinhos e comeram todos de uma vez só.
Nosso submarino começou a afundar do nada, começou a encher de água e a polícia chegou e salvou a gente e cada um foi para sua casa.        

HORA DE AVENTURA

Havia um menino chamado João, ele morava lá na fazenda com seus pais, irmãos, avôs, tios e primos. Eles acordam cinco horas da manhã todos os dias.
Um dia ele foi dar comida para o cachorro e no caminho tinha um buraco enorme, de repente ele se distraiu e caiu no buraco encantado encontrou com vários guerreiros lutando contra um enorme dragão de três cabeças, como o capitão daquele exercito, estava ferido, os demais não sabiam o que fazer então João pediu a ele sua espada e seu escudo, para lutar e ajudar a aldeia que corria perigo.
Quando venceram a batalha, o garoto resolve visitar a caverna onde vivia aquele horrível dragão, chamou alguns soldados e foram juntos.
Na caverna encontraram muitos objetos e ferramentas perdidas, que pertencia às pessoas da aldeia, agradecidas pelo ele tem salvado e devolvido as ferramentas, fizeram uma festa, onde ele fez vários amigos.
           E quando voltou para casa, disse a seus parentes como é importante ter um amigo e que fez essa viagem.


AVENTURAS INESQUECÍVEIS

UM DIA BRUNA E BRUNO FOI AO PET SHOP PARA ADOTAR UM DOS ANIMAIS E O VENDEDOR DISSE:
—VENHAM NA MINHA KOMBI, LÁ TEM MAIS ANIMAIS.
AS CRIANÇAS FORAM CORRENDO, PARA QUE OS ANIMAIS NÃO FUGISSEM, ELES ENTRARAM NO CARRO, E O VENDEDOR QUE ERA SEQUESTRADOR FECHOU A PORTA E AS CRIANÇAS GRITARAM:
—SOCORRO, SOCORRO!                                                            
EVERTON UM HOMEM QUE PASSAVA POR ALI SALVOU AS CRIANÇAS E OS ANIMAIS. LEVOU AS CRIANÇAS PARA MICHELE A MÃE DELES E TAMBÉM OS ANIMAIS PARA UM ABRIGO, SE TORNANDO UM SUPER-HERÓI.
DEPOIS DE ALGUNS DIAS A MÃE DAS CRIANÇAS CASOU COM O SUPER-HERÓI E TEVE UMA FILHA CHAMADA GABRIELLY E TAMBÉM FICARAM COM UMA GATINHA CHAMADA DUQUESA.
UM DIA A FILHA CRESCEU E FOI ACAMPAR NA SELVA COM SEU PAI E SUA MÃE, GABRIELLY FOI ATACADA POR UM LEÃO E ELA COMEÇOU A GRITAR:
—SOCORRO, SOCORRO, ME AJUDE PAI!
 QUANDO O EVERTON CHEGOU NÃO TINHA NINGUÉM.
NO OUTRO DIA ELE PROCUROU E  ACHOU ELA, MAS A GABRIELLY ESTAVA SEM FERIMENTOS NADANDO NO RIO. ELE PERGUNTOU COMO  VOCÊ 

AVENTURA NA SELVA

Em um dia lindo, um rapaz chamado Fred, que era branco, tinha cabelos castanhos, olhos verdes e gostava de aventura, foi para o Amazonas para ver como era a vida na selva.
Chegando lá passou a conviver com uma tribo indígena. Comia, dançava e fazia fogueiras como eles, pensou até em morar na tribo por um ano, mas um dia durante a noite surgiram uns caçadores, começando uma guerra com aquele povo.
Durante a guerra ouve algumas mortes, Fred que não gostava de guerra, resolveu ajudar os índios, fez alguns planos para combater os caçadores, quando conseguiram assustar os caçadores, os índios ficaram confiantes e como queria agradecer deram para ele um colar.
Algum tempo depois Fred voltou para casa e nunca mais tirou o colar sagrado. Porque esse colar fez parte de uma importante aventura na vida dele.



UMA COISA INCRÍVEL

           Bruna e Bruno moravam perto de uma ilha misteriosa.
Bruna tinha oito anos era: branca, magra e cabelo castanho escuro, Bruno tinha sete anos era gordinho, branco e brincalhão, os dois um dia foram em uma busca do tesouro na ilha misteriosa.
 Lá encontraram um rio enorme, curiosos resolveram nadar.  De repente, um monstro marinho apareceu e deu um susto neles, os dois se esconderam num navio misterioso. Onde encontraram alguns fantasmas muito estranhos.
            Os fantasmas deram um susto nas crianças, depois do susto, os fantasmas resolveram ser amigo deles. Em seguida resolveram dar uma super festa. Lá tinha um montão de enfeites como (fitas coloridas, bexigas e confetes).
 Quando voltaram para casa disseram à mãe que tinha achado um tesouro: a amizade.

terça-feira, 1 de outubro de 2013



Pontuação no texto "Meu primeiro beijo".



 Tome por base a crônica “Meu Primeiro Beijo” (BARRETO, Antonio. in: Balada do Primeiro Amor. São Paulo: FTD, 1997, p. 134-136), ou outra crônica de sua preferência e examine o uso da pontuação, observando os efeitos de sentido a partir das escolhas do autor. Elabore uma situação de aprendizagem, com pelo menos três atividades, para trabalhar com seus alunos o uso da pontuação nessa crônica.
   

Elaboração de uma situação de aprendizagem: o uso dos sinais de pontuação.


4 aulas de 50 min.
Turma - 9ºano

1º passo:

  •  Ativação do conhecimento prévio dos alunos:

Em uma roda de conversa com os alunos(trabalhando a oralidade):


  • Por que há a necessidade de confidants os textos?
  • O que vocês já sabem sobre os sinais de pontuação?
  • Quais são os mais usados?
  • Quais os menos usados?
2º passo: Sala de informática: relembrando o conteúdo sobre os sinais de pontuação.

Acessem os links:




Cada aluno deverá sistematizar seus conhecimentos e postar no grupo secreto da classe criado pelo professor no Facebook .Ele poderá ampliar a pesquisa postado vídeos que serão visualizados pelos colegas de classe.

3º passo: praticando.


Trabalhe com a turma reunida em grupos propondo que realizem a próxima atividade visando a garantir que as mensagens se tornem claras e objetivas, pelo uso da pontuação adequada.
Leia o texto

Texto I.
A herança
Um homem rico estando muito mal de saúde, pediu que lhe trouxessem papel e tinta.
Escreveu o seguinte:
Deixo meus bens à minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a conta do
padeiro nada dou aos pobres .
Deu o último suspiro antes de ter podido fazer a pontuação. A quem, afinal, deixava sua fortuna?
Eram apenas quatro os citados.
No dia seguinte, ao receberem o papel, cada um dos citados deu ao texto a pontuação e a interpretação que lhe favorecia. 


Reescreva o texto pontuando da mesma forma que eles.
O sobrinho fez a seguinte pontuação:
A irmã chegou em seguida e o pontuou assim:
O padeiro pediu cópia do original e o deixou dessa forma:
A notícia se espalhou pelas redondezas e um sabido homem representando os pobres deixou o texto desse jeito:
Após a realização da atividade, discuta com os alunos o uso das vírgulas, do ponto final, do ponto-e-vírgula e de outros sinais que tenham usado para concluir as mensagens.
Registre as conclusões a respeito do uso desses sinais de pontuação. Depois de fazer isso, as convenções sobre o uso da pontuação ganharão significado, posto que realizadas dentro de um contexto e em verdadeira situação de uso.

Ao final do exercício, o professor divulgará como deveria ficar cada um dos textos. 

Resposta:

1) O sobrinho fez a seguinte pontuação:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.

2) A irmã chegou em seguida. Pontuou assim o escrito :
Deixo meus bens à minha irmã. Não a meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.

3) O padeiro puxou a brasa pra sardinha dele:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.

4) Então, chegaram os pobres da cidade. Espertos, fizeram esta interpretação: 
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais ! Será paga a conta do padeiro? Nada! Dou aos pobres.


                                                                             




 Texto II.

MEU PRIMEIRO BEIJO 
  



 António Barreto

É dificil acreditar, mas meu primeiro beijo foi num ônibus, na volta da escola. E sabem com quem? Com o Cultura Inútil! Pode? Até que foi legal. Nem eu nem ele sabíamos exatamente o que era "o beijo". Só de filme. Estávamos virgens nesse assunto, e morrendo de medo. Mas aprendemos. E foi assim... Não sei se numa aula de Biologia ou de Química, o Culta tinha me mandado um dos seus milhares de bilhetinhos: " Você é a glicose do meu metabolismo. Te amo muito! Paracelso" E assinou com uma letrinha miúda: Paracelso. Paracelso era outro apelido dele. Assinou com letrinha tão minúscula que quase tive dó, tive pena, instinto maternal, coisas de mulher...E também não sei por que: resolvi dar uma chance pra ele, mesmo sem saber que tipo de lance ia rolar. No dia seguinte, depois do inglês, pediu pra me acompanhar até em casa. No ônibus, veio com o seguinte papo: - Um beijo pode deixar a gente exausto, sabia? - Fiz cara de desentendida. Mas ele continuou: - Dependendo do beijo, a gente põe em ação 29 músculos, consome cerca de 12 calorias e acelera o coração de 70 para 150 batidas por minuto. - Aí ele tomou coragem e pegou na minha mão. Mas continuou salivando seus perdigotos: - A gente também gasta, na saliva, nada menos que 9 mg de água; 0,7 mg de albumina; 0,18 g de substâncias orgânica; 0,711 mg de matérias graxas; 0,45 mg de sais e pelo menos 250 bactérias... Aí o bactéria falante aproximou o rosto do meu e, tremendo, tirou seus óculos, tirou os meus, e ficamos nos olhando, de pertinho. O bastante para que eu descobrisse que, sem os óculos, seus olhos eram bonitos e expressivos, azuis e brilhantes. E achei gostoso aquele calorzinho que envolvia o corpo da gente. Ele beijou a pontinha do meu nariz, fechei os olhos e senti sua respiração ofegante. Seus lábios tocaram os meus. Primeiro de leve, depois com mais força, e então nos abraçamos de bocas coladas, por alguns segundos. E de repente o ônibus já havia chegado no ponto final e já tínhamos transposto , juntos, o abismo do primeiro beijo. Desci, cheguei em casa, nos beijamos de novo no portão do prédio, e aí ficamos apaixonados por vária semanas. Até que o mundo rolou, as luas vieram e voltaram, o tempo se esqueceu do tempo, as contas de telefone aumentaram, depois diminuíram...e foi ficando nisso. Normal. Que nem meu primeiro beijo. Mas foi inesquecível! BARRETO, Antonio. Meu primeiro beijo. Balada do primeiro amor. São Paulo: FTD, 1977. p. 134-6.
1ª atividade: leitura do texto feita pelo professor sem nenhuma entonação e não respeitando nenhum sinal de pontuação.
A seguir, pedir para alguns alunos lerem o texto usando entonação e respeitar os sinais de pontuação.
Agrupar os alunos em pares e propor a elaboração de uma síntese sobre os efeitos que os sinais de pontuação provocam em um texto.
Socializar as diversas opiniões e debater o assunto com a classe: O texto bem pontuado e a compreensão do leitor.

2ª atividade:explique a diferença no sentido das frases quando mudamos a pontuação.
A) 

    1. Pode? --------------------------------------------------------------------------------
    2. Pode!--------------------------------------------------------------------------
    3. Pode...------------------------------------------------------------------------

      B)   

      1. Ele beijou a pontinha do meu nariz, fechei os olhos e senti sua respiração ofegante.--------------------------------------------------------------
      2. Ele beijou.A pontinha do meu nariz? Fechei os olhos e senti meu coração. Ofegante...-------------------------------------------------------------------
      3.  Ele beijou? A pontinha de meu nariz? Fechei os olhos e senti meu coração ofegante!!! --------------------------------------------------------------------------------  
      3ª Atividade: reescreva a história sob a perspectiva de Paracelso e justifique a utilização dos sinais de pontuação nesse texto.
      Depois  que o professor revisar os textos, eles serão expostos no mural da classe .   


      Texto III    

             

      Pontuar? Depende do gênero, do leitor...


      Use diferentes textos e revele as diversas possibilidades que os sinais gráficos oferecem


      Separar frases com vírgulas pode? E terminar uma oração interrogativa com reticências? Ao criar um texto — e também ao corrigi-lo —, todo mundo enfrenta dúvidas desse tipo. Mas talvez não seja o caso de se angustiar tanto diante das incertezas. Afinal, os linguistas garantem: em pontuação, não existe certo ou errado. Só o "depende"... Depende da intenção do autor, do gênero do texto, do leitor que se quer alcançar. Os sinais que tanto atormentam estudantes (e mestres) nada mais são do que formas gráficas de atribuir significado e dar coesão ao que criamos, garantindo que a mensagem será entendida. Com as mesmas palavras, na mesma sequência, conseguem-se diferentes sentidos. Duvida? Faça o teste abaixo.

      TESTE
      Que pontuação usar? Para provar que existem diversas possibilidades, preparamos um teste. Quantas formas você encontra para pontuar a frase abaixo?

      Meu relógio sumiu não está na gaveta Você pode considerá-la como um diálogo ou a reflexão de uma só pessoa. Só não pode mudar a ordem das palavras. Veja na página seguinte algumas das respostas possíveis, com a interpretação de cada uma.

      Aqui, algumas respostas para o teste anterior 
      — Meu relógio sumiu. Não está na gaveta!
      Afirmação e constatação indignada de quem fala

      — Meu relógio sumiu?
      — Não está na gaveta?
      Diálogo com questão em dúvida e resposta em réplica

      — Meu relógio sumiu não, está na gaveta.
      Negação do sumiço do objeto e afirmação do local onde o objeto se encontra

      — Meu relógio sumiu?
      Não está na gaveta?
      Dúvida do narrador e um princípio de desespero pela situação

      — Meu relógio sumiu?
      — Não, está na gaveta!
      Dúvida na questão e certeza na resposta

      Meu relógio sumiu...
      Não está na gaveta...
      Reflexão do personagem, pode ser que ele esteja pensando em outra possibilidade...

      — Meu relógio sumiu, não?
      — Está na gaveta! 
      Dúvida na pergunta e certa rispidez na resposta                                            


      O JOGO DOS ERROS DE PORTUGUÊS

      Brinque neste jogo e evite 100 erros comuns da língua portuguesa